1 A fissura está abrindo?
O fissurômetro tem erro de leitura, e a mesma pessoa medindo duas vezes acha valores diferentes. Sem estatística, 0,45 mm depois de 0,40 mm vira “fissura ativa” — e o contrário também acontece, uma fissura que anda devagar passa por estável. Cole uma leitura por linha, no formato dias; abertura em mm ou data (AAAA-MM-DD); abertura; com data, os dias são contados a partir da primeira leitura. São necessárias ao menos três leituras datadas: com duas, qualquer diferença vira “tendência”.
2 Vida útil — carbonatação
Vida útil de projeto não é um carimbo de 50 anos: é a probabilidade de a frente de carbonatação alcançar a armadura dentro do prazo e despassivá-la. O modelo é o da raiz do tempo (x = k·√t), com cobrimento e k sorteados como variáveis dispersas — porque o cobrimento executado na obra nunca é o cobrimento do desenho, e é justamente a dispersão da execução que manda no resultado. Repare que o cobrimento entra ao quadrado: 5 mm a mais valem mais que qualquer aditivo.
3 Vida útil — cloretos
Em ambiente marinho, com maresia ou com sais de degelo/processo, quem despassiva a armadura é o cloreto que difunde pelo concreto até atingir o teor crítico junto ao aço. O modelo é a 2ª lei de Fick. A difusividade vem de ensaio ou da literatura para aquele concreto (é a relação água/cimento que a governa) e a concentração superficial, da exposição — distância ao mar, respingo, névoa. Os dois teores são expressos em % da massa de cimento, e o teor crítico usualmente adotado é 0,40 %. As dispersões de cada variável são as do motor e ficam declaradas na memória de cálculo.
4 Levar para o laudo
JSON com as premissas e os resultados (quem receber reproduz a conta, inclusive a semente da simulação) ou impressão como anexo técnico.