1 Margem de segurança de qualquer elemento
β é o índice de confiabilidade: mede, em desvios-padrão, o quanto a solicitação está distante da resistência. A probabilidade de falha é a parte da distribuição em que a solicitação supera a resistência — pf = Φ(−β). Informe os dois valores na mesma unidade e sempre como médias (não os valores característicos nem os de projeto), com o CV de cada um — o CV é o desvio-padrão dividido pela média, em porcentagem: é ele que diz o quanto o número balança. Exemplo carregado: um elemento avaliado em perícia, com capacidade média de 150 kN·m para uma solicitação média de 100 kN·m — 50 % de folga, que o cálculo determinístico chamaria de confortável.
A ideia que sustenta o módulo inteiro: dois elementos com o mesmo fator de segurança podem ter probabilidades de falha muito diferentes — o que muda é a dispersão. O botão abaixo mantém as médias que você informou (portanto o mesmo fator de segurança) e troca só o CV: 5 %, de material controlado e carga bem conhecida, contra 30 %, de execução variável e carga estimada. É a mesma peça, no papel; não é a mesma peça, na probabilidade.
2 Fundação: estacas e a variabilidade do SPT
A capacidade de uma estaca sai de correlação com o SPT, e o SPT muda de furo para furo no mesmo terreno — ignorar essa variação é o erro mais caro de fundação. Aqui a capacidade entra como distribuição, não como número fixo. Exemplo carregado: estaca de 8 tf para um bloco de 15 tf. No determinístico, 2 estacas já “passam” (16 tf > 15 tf) e 3 dão folga confortável; com CV de 25 % na capacidade, o β do conjunto conta outra história — é essa diferença que o quadro abaixo mostra. Ao agrupar estacas no bloco, a dispersão relativa do conjunto cai com √n, porque as estacas não erram todas juntas.
Alternativa, quando a sondagem está na mão: cole os golpes do SPT na cota de apoio, um valor por linha (um furo por linha), e informe quanto cada golpe representa de capacidade para o tipo e o diâmetro de estaca adotados — esse valor vem do método de correlação que você usa (Aoki-Velloso, Décourt-Quaresma), não de regra universal. Nesse caminho, a dispersão da capacidade deixa de ser arbitrada e passa a ser a dispersão medida entre os furos.
3 Levar para o memorial
JSON com as premissas e os resultados (quem receber reproduz a conta) ou impressão como anexo do memorial de cálculo.