1 Dados da queda, do absorvedor e da ancoragem
A força que chega à ancoragem é a força de frenagem do absorvedor de energia — o equipamento existe justamente para limitá-la —, escalada pela massa real do trabalhador (o absorvedor é ensaiado com uma massa de referência) e pela severidade da queda. O fator de queda é a razão entre a altura da queda livre e o comprimento do talabarte: ancorar acima da cabeça (fator 0,5) e ancorar na altura dos pés (fator 2) são dois mundos diferentes, com o mesmo equipamento.
A força de frenagem e o alongamento têm de sair do certificado do absorvedor efetivamente usado — cada modelo tem o seu. A capacidade da ancoragem vem de ensaio no ponto ou do cálculo estrutural do elemento em que o ponto é fixado: é ela, e não o equipamento, que costuma ser o elo fraco em estrutura existente.
2 Resultado: força na ancoragem e zona livre de queda
A força média é o que se espera da queda típica; a de P95 é a que o dimensionamento tem de suportar — 5 % das quedas simuladas passam dela. A zona livre é a altura que precisa existir abaixo do trabalhador para que a queda termine antes do piso: talabarte, alongamento do absorvedor, altura do próprio corpo e uma folga final.
3 Por que se ancora acima do trabalhador
Mesmo trabalhador, mesmo talabarte, mesmo absorvedor: só muda a altura do ponto de ancoragem. O quadro compara os três fatores de queda com os dados informados acima — é a demonstração numérica de uma regra que costuma ser dita sem prova.
4 Levar para o laudo / ART
JSON com as premissas e os resultados (quem receber reproduz a conta, inclusive a semente da simulação) ou impressão como anexo técnico do laudo e da ART do sistema de ancoragem.