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ALTUS · Queda, Ancoragem e Zona Livre

Uma queda detida não é um número fixo: a massa do trabalhador com equipamento varia, o desempenho do absorvedor varia dentro do lote, a resistência do ponto de ancoragem varia. Este módulo trata os três como distribuições e devolve o que o dimensionamento precisa declarar: a força média e a força de P95 na ancoragem, a chance de essa força superar a capacidade do ponto e a zona livre de queda necessária. A NR-35 é a norma brasileira de trabalho em altura; aqui ela ganha a folga declarada em números. Roda 100 % no navegador.

1 Dados da queda, do absorvedor e da ancoragem

A força que chega à ancoragem é a força de frenagem do absorvedor de energia — o equipamento existe justamente para limitá-la —, escalada pela massa real do trabalhador (o absorvedor é ensaiado com uma massa de referência) e pela severidade da queda. O fator de queda é a razão entre a altura da queda livre e o comprimento do talabarte: ancorar acima da cabeça (fator 0,5) e ancorar na altura dos pés (fator 2) são dois mundos diferentes, com o mesmo equipamento.

A força de frenagem e o alongamento têm de sair do certificado do absorvedor efetivamente usado — cada modelo tem o seu. A capacidade da ancoragem vem de ensaio no ponto ou do cálculo estrutural do elemento em que o ponto é fixado: é ela, e não o equipamento, que costuma ser o elo fraco em estrutura existente.

2 Resultado: força na ancoragem e zona livre de queda

A força média é o que se espera da queda típica; a de P95 é a que o dimensionamento tem de suportar — 5 % das quedas simuladas passam dela. A zona livre é a altura que precisa existir abaixo do trabalhador para que a queda termine antes do piso: talabarte, alongamento do absorvedor, altura do próprio corpo e uma folga final.

3 Por que se ancora acima do trabalhador

Mesmo trabalhador, mesmo talabarte, mesmo absorvedor: só muda a altura do ponto de ancoragem. O quadro compara os três fatores de queda com os dados informados acima — é a demonstração numérica de uma regra que costuma ser dita sem prova.

4 Levar para o laudo / ART

JSON com as premissas e os resultados (quem receber reproduz a conta, inclusive a semente da simulação) ou impressão como anexo técnico do laudo e da ART do sistema de ancoragem.